Adoção é a única opção

Somos filhos gerados e adotados, mas se só o primeiro acontece não nos humanizamos…

Adoção é a única opção para nos tornamos pessoas de verdade. Etimologicamente, o termo adoção deriva da palavra latina adoptione, que significa considerar, olhar para, escolher. Somente quando somos tomados em consideração, somos escolhidos e olhados, amados e cuidados, investidos de atenção, afeto e desejo que vamos nos constituindo humanos, vamos nos tornando quem somos.

Para a constituição de um eu amadurecido a criança depende de um ambiente facilitador que satisfaça as suas necessidades através do bom desempenho dos papéis parentais envolvidos.

Assim, a parentalidade configura-se no exercício do cuidado habitual com as crianças pelos cuidadores, podendo estes ser mãe, pai, avós e etc. Embora a sociedade leve em consideração o vínculo biológico com a criança para que a parentalidade exista, é possível colocá-la em prática sem o exercício da consanguinidade, tornando esta ideia um impedimento para que se possa pensar em família de outras formas.

A paternidade e a maternidade fundadas nos laços de afeto, que emanam da dedicação de uma pessoa para com a outra através do amor e do cumprimento dos deveres de pai e mãe voluntariamente, são expressões autênticas de uma parentalidade adotiva.

Adotar é um ato de coragem. Adotar quem amamos e também quem não conhecemos. Escolher cuidar e responsabilizar pela presença do outro em nossa vida, assumindo o papel que nos couber (mãe, pai, tios, avós) é expressar em atos concretos a fertilidade afetiva potente em cada um de nós.

(Anyellem P. Rosa Coordenadora do Setor de Psicologia da Pontes de Amor)

Fonte:http://www.pontesdeamor.org.br/newsletter

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Diogenes Duarte

Jornalista – DRT 986/MS – Servidor do Poder Judiciário do MS – Membro do Grupo AFAGAS.