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Juízes fecham proposta de mudança em cadastro de adoção

Sugerir ao pretendente a adoção de uma criança com o perfil aproximado do inicialmente indicado foi uma das propostas de mudança no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) aprovadas durante o workshop “Um debate sobre a proteção integral da infância e da juventude”, promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça em Curitiba. O assessor da Corregedoria Paulo Márcio do Amaral apresentou a novidade, que deve auxiliar nos processos de adoção. “Se o pretendente, por exemplo, busca uma criança de até três anos e há uma de quatro anos disponível, o sistema vai informar”, explicou.

A unificação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA) também é uma das mudanças aprovadas pelos magistrados das Varas da infância e juventude do Sul do país presentes no evento realizado nos dias 3 e 4 de agosto. A intenção, segundo Amaral, é utilizar o mesmo banco de dados para os dois cadastros, facilitando a interoperabilidade entre eles. As propostas ainda serão apreciadas no último workshop para reformulação dos sistemas, a ser realizado em Brasília, nos dias 24 e 25 de agosto.

Outra inovação para a nova versão do cadastro é a varredura automática diária. “Caso o juiz não realize busca específica por um pretendente disponível, o sistema fará uma busca automática à noite e reportará o resultado ao usuário por e-mail ou malote digital no dia seguinte. Além disso, caso haja a vinculação da criança com este pretendente, o sistema informará os juízes responsáveis e também o pretendente de que ele está vinculado àquela criança”, descreveu Paulo.

Irmãos e poder familiar

Um dos pontos polêmicos da discussão foi a respeito do cadastramento de irmãos. Atualmente, o campo disponível no CNA tem gerado dúvidas, pois muitos magistrados têm cadastrado somente grupos de irmãos vinculados, ou seja, somente os que poderão ser adotados juntos. Já outros cadastram os irmãos independentemente de vinculação. A sugestão foi subdividir o campo e criar registros diferentes.

Outro ponto bastante discutido foi se o registro da criança no cadastro será a partir da mera suspensão do poder familiar ou somente com o trânsito em julgado da destituição do poder familiar. A maioria dos juízes votou pela inclusão a partir da suspensão. O registro de doenças tratáveis e intratáveis também gerou debate, culminando na proposta de retirada desses termos e substituição pelo termo “outras doenças”, com inclusão de um campo descritivo.

Debate aberto

De acordo com a juíza auxiliar da Corregedoria Sandra Silvestre Torres, a ideia dos workshops é democratizar o debate com a participação das pessoas que atuam diretamente no processo de adoção. “A experiência dos juízes e técnicos das varas é mais específica, o que proporciona uma visão mais direcionada”.

Pensamento compartilhado também pela juíza da infância e juventude de São José/SC e integrante do grupo de trabalho do CNJ Ana Cristina Borba. “Este é o momento de sugestão, porque depois que o sistema estiver pronto será mais difícil modificar algum ponto”, reforçou ela.

Já a coordenadora do programa de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescentes do Unicef no Brasil, Casimira Benger, alerta para que haja a correta alimentação dos dados nos sistemas e, assim, a reformulação dos cadastros tenha êxito. “É fundamental que tenhamos em mente quais os gargalos no preenchimento dos dados e como garantir que tenhamos cadastros alimentados de forma rotineira. Ter um cadastro simples ou robusto não é o mais importante, mas sim ter dados para gerarmos informação de que tanto precisamos, porque só assim daremos uso a esta ferramenta”, pondera.

O quarto workshop ocorreu em Curitiba nos dias 3 e 4 de agosto. O primeiro ocorreu em Maceió, em abril, durante o XX Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv); o segundo, no Rio de Janeiro, em maio, como parte do III Encontro Nacional da Justiça Protetiva; e o terceiro, em Belém, em junho.

Fonte: Agência CNJ

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Cadastro de Adoção terá mais informações de crianças

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) deverá incluir informações sobre crianças – cujo acesso será restrito aos pretendentes –, como relatório psicológico e social, fotos e vídeos, com objetivo de incentivar a ampliação do perfil desejado para adoção.

As mudanças estão sendo estudadas a partir de sugestões e reclamações de juízes e técnicos das varas de infância em workshops realizados em todas as regiões do país pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O último workshop ocorreu nesta segunda-feira (19) em Belém/PA, “Um debate sobre a proteção integral da infância e da juventude”, para colher sugestões para melhoria do CNA, do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA) e o Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL).

A mediação do debate ficou a cargo da juíza Ana Valéria Santiago, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), integrante do grupo de trabalho instituído pela Corregedoria para modernização dos cadastros da infância.

De acordo com a juíza auxiliar da Corregedoria, Sandra Silvestre Torres, a preocupação da Corregedoria é fazer que o cadastro permita um processo mais célere e mais transparente, já que havia reclamações quanto a dificuldades de pessoas com relação a entender o que ocorre no processo de adoção; “Não só os juízes e servidores, mas também as pessoas que fazem parte do cadastro se sentem distanciadas e sem informações de acesso”, diz.
Segundo Sandra Torres, a ideia dos workshops democratiza o debate. “A construção de um cadastro melhor só é possível com a participação direta das pessoas que atuam na ponta do processo, como juízes, promotores, servidores da Justiça, psicólogos e assistentes sociais que conhecem as principais dificuldades”, disse ela.

Novas informações e atualização de dados
A proposta de incluir fotos e vídeos de crianças que estão aptas à adoção, especialmente daquelas que não possuem pretendentes disponíveis no cadastro, busca dar a oportunidade para que pretendentes possam conhecê-las e pensar na possibilidade de ampliar o perfil desejado. De acordo com o juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, da 4ª Vara de Infância, da Juventude e do Idoso da cidade do Rio de Janeiro – que participa do grupo de trabalho instituído pela Corregedoria para modernização dos cadastros – o objetivo é ampliar as informações sobre o perfil das crianças – cujas sentenças já transitaram em julgado, ou seja, a destituição da guarda dos pais biológicos é definitiva – para que os pretendentes tenham acesso. “Nós já tivemos no Rio muitos casos de adoções que começaram com esses encontros à distância, pessoas que assistiram vídeos e se interessaram por crianças que não estavam dentro do perfil desejado inicialmente”, diz o magistrado.

Outra necessidade constatada pelos juízes presentes nos debates promovidos pela Corregedoria é a atualização dos dados das crianças e dos pretendentes. De acordo com Paulo Amaral, assessor da Corregedoria, atualmente crianças que já foram adotadas acabam permanecendo no cadastro, bem como aquelas que já completaram 18 anos ou mesmo que faleceram.

“Uma das grandes reclamações é a desatualização dos dados para contato dos pretendentes, vamos permitir na nova versão que os pretendentes informem mais de um endereço e quantos contatos forem possíveis”, disse Amaral.

O relatório psicológico e social da criança também deverá estar presente no cadastro, porém está em discussão ainda se os pretendentes terão acesso a estes documentos. O novo cadastro deverá incluir ainda o CPF da criança, se frequenta a escola, se já esteve acolhida anteriormente, bem como dados de antecedentes criminais dos pretendentes. Na descrição das doenças, deverá ser incluída a microcefalia e o detalhamento de deficiências físicas e mentais.

Unificação dos cadastros
Entre as sugestões de mudança que foram aprovadas até agora em três workshops realizados – além de Belém, este ano ocorreram eventos no Rio de Janeiro/RJ e em Maceió/AL, está a unificação dos cadastros de adoção e de crianças em situação de acolhimento, que hoje são separados.
De acordo com o assessor da Corregedoria Paulo Márcio do Amaral, a intenção é utilizar o mesmo banco de dados para os dois cadastros, facilitando a interoperabilidade. “Quando a criança acolhida se tornar apta à adoção, basta assinalar essa informação ao lado de seu nome e já teríamos disponível toda a informação sobre essa criança”, disse ele.

Busca por aproximação
A nova versão do cadastro de adoção deverá permitir que o sistema faça uma varredura automática diária por pretendentes e crianças, e reportem essa busca ao magistrado e aos pretendentes por e-mail ou malote digital.

De acordo com Paulo, uma novidade que deve auxiliar nos processos de adoção é a pesquisa por aproximação, ou seja, o sistema vai ser responsável por simular perfis por aproximação e sugerir ao pretendente. Se a pessoa, por exemplo, busca uma criança de até seis anos e há uma de sete anos disponível, o sistema vai informar, bem como se busca até dois irmãos e existem três para adoção que estão próximos da idade desejada.
Outra sugestão é que o cadastro permita a inclusão de crianças que estão com suspensão do poder familiar por meio de uma decisão liminar, com sentença pela destituição da guarda, ou com o trânsito em julgado – o momento da inclusão da criança no cadastro ficaria a critério do juiz. O usuário poderá optar por conhecer somente crianças cujo processo já transitou em julgado, por exemplo.

Luiza Fariello
Agência CNJ de Notícias

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Feliz Aniversário 

Todas as crianças adotadas na 2ª Vara de Sidrolândia passam a receber uma festa em comemoração à nova família que se inicia, organizada por servidores e juiz, no dia da audiência de adoção. 

É uma pequena forma de dizermos às crianças e aos seus familiares que compartilhamos da mesma alegria.

 Só tenho a agradecer à minha maravilhosa equipe, que ajuda a fazer de cada dia de minha vida único!

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Palestra: Nunca é tarde para ser filho!

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Busca Ativa

💙 Busca ativa 💙

Jonas tem 9 anos, é uma criança simpática, alegre, esperta e muito sapeca. Ele possui habilidades diversas e é bastante criativo. Sabe fazer brinquedos com elástico, dobraduras, etc.

Cleiton Samuel tem 11 anos, é um menino tranquilo, responsável e perfeccionista. Ele gosta muito de música sertaneja, desenho, pintura e origami. Também adora usar chapeu de couro e bota.
Vamos encontrar uma familia para os irmãos!

Informações: ceja@tjpe.jus.br

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UTILIDADE PÚBLICA!

#comfamilianaosebrinca#adocaoecoisaseria

Queridos amigos da adoção,

Circulam no YouTube alguns vídeos onde seus produtores fazem brincadeiras (trolagens) utilizando inconvenientemente o instituto da adoção. Surpreendentemente, os referidos youtubers fazem estas trolagens de mau gosto com seus próprios filhos, que entram em sofrimento ao descobrirem-se filhos adotados. Após a farsa desfeita, a brincadeira rende muitas gargalhadas e está sendo curtida por milhares de crianças e adolescentes e adultos desinformados.

A Adoção é um instituto importantíssimo para milhares de famílias brasileiras. Não deve ser motivo de brincadeiras e escárnio!

Infelizmente, ainda persiste na sociedade uma crença social de que a adoção é filiação de segunda categoria, motivo de vergonha e desqualificação. 

Isto não é verdade! 

O fato de homens e mulheres gerarem crianças não os torna pais de fato. Quem gera crianças é apenas genitor! Somente se tornarão pais ou mães aquelas pessoas que adotarem afetivamente a criança gerada. Portanto, todos os filhos, para se tornarem filhos, precisam ser adotados pelas pessoas que os geraram. 

A adoção é a única forma possível de filiação, seja ela pela via genética ou jurídica.

Portanto, ser filho adotado é um privilégio e não uma vergonha ou desconforto. 

Estes vídeos são altamente desrespeitosos! Instigam o preconceito social e a discriminação contra as famílias adotivas. Como são acessados predominantemente por crianças e adolescentes, ensinam valores inadequados e contribuem para o bullying escolar contra filhos adotivos.

São um completo desserviço para todos aqueles que lutam há muitos anos exaustivamente por uma nova cultura de adoção no Brasil e por uma sociedade mais justa para todos.

Atualmente, a legislação protege igualmente filhos adotivos e filhos genéticos. Ambos têm os mesmos direitos e devem merecer o mesmo respeito. 

A ANGAAD – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO – entidade civil e filantrótipa fundada em 1999 para defender e garantir o direito à família para todas as crianças e adolescentes e os mais de 150 grupos de apoio à adoção brasileiros não podem permitir nenhuma agressão ou desqualificação ao instituto da adoção, às famílias adotivas e, principalmente, aos filhos adotados.

Pedimos a colaboração de todos para nos auxiliarem a coibir este tipo de vídeos e publicações inadequadas fazendo os devidos comentários esclarecedores, não curtindo e, sobretudo, denunciando aos órgãos competentes. 

A ANGAAD repudia veementemente vídeos inconsequentes e postagens desabonadoras ao instituto da adoção.

A ANGAAD encaminhará as devidas medidas jurídicas contra todos aqueles que insistirem em vilipendiar a família adotiva brasileira com este tipo de publicações.

Suzana Sofia Moeller Schettini

Presidente da ANGAAD

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XXII ENAPA – Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção

15, 16 e 17 de Junho – Assembléia Legislativa do Ceará –  Edifício Anexo, 6º Andar | Rua Barbosa de Freitas S/N

É importante que no primeiro dia do evento (15/06) todos cheguem às 17h para que possamos entregar o material impresso pela organização (crachá, tickets para almoços e coquetel).

Itens inclusos no valor das inscrições:

Material de Apoio;
Almoço (2);
Coffee Break (4);
Coquetel de Confraternização (1);
Certificado de Participação.

Valores:
Enapa
R$ 200,00

Enapinha
R$ 70,00

* O Enapinha é um espaço de atividades específicas para as crianças e dedicado aos filhos dos participantes, para que estes não precisem se preocupar enquanto estiverem nas palestras. Uma equipe de profissionais realizará atividades especiais como dinâmicas, ações pedagógicas, atividades lúdicas, contação de histórias, entre outras.​

O Enapa é um evento promovido pela Angaad e a ONG Acalanto Fortaleza é a entidade responsável pela realização neste ano.

Em caso de dúvida, entre em contato com nossas voluntárias Leonilda Cidrack (85) 98843.4207 e Marília Camelo (85) 98852.4507 disponíveis* por telefone, whatsapp ou pelo e-mail ongacalantofortaleza@gmail.com

Facebook: Acalanto Fortaleza

* horário de atendimento: de segunda à sexta-feira das 14h às 18h

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Adotadas, desafio para irmãs é superar abandono, sem raiva dos pais biológicos

Por Paula Maciulevicius

Numa conversa de Natal, irmãs de 8 e 9 anos viam pela televisão um programa que estampava a realidade delas. Adotadas há dois anos, Kendra e Kemilly assistiam a um destes encontros de filhos com os pais biológicos. Sem pensar duas vezes, a caçula resmungou que quando crescesse, não queria conhecer os pais que a geraram. A mãe adotiva conseguiu acolher o sentimento da filha e transbordar amor. Um dos dilemas da adoção é trabalhar nos filhos o abandono, a raiva e quando a vontade chega, o resgate ao passado.

Em resposta, a mãe, Beatriz Rocha pediu às meninas que quando pensarem nos pais, não tenham raiva. E em contrapartida, foi questionada: “você ora por eles mamãe?”

“Claro. Eles me deram vocês. Eles vieram nessa vida para cumprir algo, que era ter vocês para serem minhas filhas. Poderiam ter feito diferente e vocês chegariam a mim de qualquer maneira, com menos sofrimento talvez… Mas isso não importa mais. O importante é que estão aqui e para sempre serão minhas filhas. Quando lembrarem, peçam a Deus para que estejam bem”.

Desde quando se casou, a servidora municipal Beatriz Rocha, hoje com 35 anos, nutria em si a vontade de ser mãe, mas não de engravidar. E quando o desejo bateu à porta, ela e o marido deram entrada na adoção na Vara da Infância do Fórum.

Foi um ano até passarem por todas as etapas e um mês antes de serem habilitados, o casal foi apresentado às meninas pelo Projeto Padrinho. No cadastro, não tinham colocado nem limite de idade e nem cor e também aceitavam grupo de irmãos, por saberem que a realidade dos abrigos não é de bebês brancos e sim crianças maiores, muitas vezes em companhia de irmãos.

Das visitas e passeios de final de semana, o laço foi criado e em dois meses, Kendra e Kemilly estavam adotadas. “A juíza viu interesse de ambas as partes, porque numa adoção tardia, os filhos também adotam os pais. E então elas foram morar conosco”, conta.

Todo o histórico veio junto. Os pais tiveram acesso ao processo de destituição da guarda dos pais biológicos e leram o drama que as meninas passaram antes de chegaram ao abrigo.

No Natal, quando viu a reação da filha, Beatriz aplicou o que aprendeu no acompanhamento psicológico. “A psicóloga dizia que era para deixar falar e até deixar elas contarem todo o histórico que sofreram”, fala Beatriz.

Como a família é espírita, as meninas participavam das atividades do centro e desde cedo tiveram o contato com o outro lado das drogas, o da conscientização. E logo traçavam a relação com os pais. “Eu falava que às vezes, quando os pais biológicos faziam alguma coisa, é porque eles estavam drogados. Não era certo, mas eles estavam drogados”, conta.

Desde sempre os assuntos adoção e até mesmo a dependência química foram tratados com naturalidade em casa. No programa que assistiam no Natal, a filha mais velha respondeu que talvez até quisesse conhecer e ajudá-los.

“Eu já estava preparada, é uma coisa que nunca foi tabu entre nós. Na conversa, precisamos não manter o ódio, o rancor, que não é bom para elas”, argumenta Beatriz.

A troca de experiências nos grupos de adoção pelo Facebook e nas reuniões presenciais também ajudam e muito. “Vai chegar uma hora que vai vir à tona este abandono que aconteceu e quando elas ficarem mais velhas, podem querer esse resgate com o laço biológico, saber de onde veio. Alguns só querem saber quem é, outros vão atrás”, discorre a mãe.

Hoje que Beatriz já consegue agir com naturalidade diante da possibilidade das filhas quererem procurar a família biológica. “No começo sentíamos ainda aquela posse, o ciúme, então fomos trabalhando com ajuda da psicóloga de que isso é natural e na verdade, nenhum filho é nosso. Biológico ou não, um dia eles vão procurar o caminho deles”.

Grupo de apoio – Coordenadora do Geaav (Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Vida), Lydia Pellat, diz que orienta sempre para que a família não fale mal dos pais biológicos.

“A população condena muito quando um pai resolve entregar para adoção ou quando as crianças são acolhidas, porque eles não puderam cuidar. Então sempre que estiverem falando, a gente orienta para que não fale mal, foi por algum motivo que eles não puderam cuidar”, explica Lydia.

Às vezes a história por trás da adoção é muito dolorida e triste e Lydia fala que as crianças até se sentem aliviadas em falar. “É importante e a criança precisa colocar isso, expor, até que ela possa entender e elaborar e a forma como os pais recebem isso é muito importante”, frisa.

O melhor “método” é deixar que os filhos falem. “Não é incentivar, mas permitir, acolher a fala dessa criança, porque é importante você respeitar e dar liberdade para que essa criança possa falar”, ressalta Lydia.

Em Campo Grande, há um grupo especial de apoio à adoção que se reúne na terceira sexta-feira do mês, às 19h30, numa sala do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) na Avenida Afonso Pena, esquina com a Espírito Santo. O grupo mantém blog e o contato pode ser feito pelo celular: 9644-5056.

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Justiça lança campanha de sensibilização sobre crianças em casas de acolhimento

Caline Galvão em 20 de Dezembro de 2016

A fim de alcançar novos padrinhos para crianças e adolescentes assistidos pelas casas de acolhimento, a Justiça da Infância e Juventude de Corumbá lançou a campanha “Crianças Invisíveis”. A ideia visa sensibilizar a população para se envolver mais afetivamente e conscientizar a comunidade em geral com relação à importância de sua participação na consecução do direito à convivência comunitária e familiar dessas crianças e adolescentes.

A Justiça já conta com o “Projeto Padrinho” há alguns anos, mas, por meio da nova campanha, busca mobilizar entidades religiosas, clubes de serviço e cidadãos individualmente para que participem efetivamente. Hoje, em Corumbá, há nove crianças, com idades entre 09 e 17 anos, que não têm contato nenhum com suas famílias. Há, ainda, situações de adolescentes que atingem a maioridade nos acolhimentos. Por mais que sejam encaminhados a uma profissão e possam arcar com uma moradia, faltará a eles um grupo familiar para “fazer as refeições de domingo”, por exemplo.

“O país passa hoje por dois dramas que parecem contraditórios: por um lado, é crescente o número de mulheres com dificuldades de gestar, por outro, a permanência em definitivo nos acolhimentos de grande parte das crianças e adolescentes com mais de quatro anos de idade”, afirmou o juiz Maurício Cleber Miglioranzi, titular da Vara da Infância e Juventude e idealizador da campanha “Crianças Invisíveis”. Segundo dados divulgados pelo Senado, apenas um em cada quatro pretendentes (25,63%) admite adotar crianças com quatro anos ou mais, enquanto apenas 4,1% dos que estão no cadastro do CNJ à espera de uma família têm menos de 4 anos.

A maior preocupação da Justiça é que com o passar dos anos essas pessoas não aprendam a construir laços. “Quando a criança e o adolescente permanecem muito tempo institucionalizados, muitas pessoas acham que eles estão bem, já que é um abrigo, um lugar adequado. Ocorre que essas crianças acabam encontrando uma dificuldade de estabelecer vínculos porque os cuidadores nada mais são do que profissionais que são revezados. É a criança que chora à noite por ter pesadelo e ela não sabe quem vai poder chamar para socorrê-la. Ela não tem a opção de dizer ‘mamãe, esse final de semana quero comer bata frita’. Toda essa falta de um olhar individualizado a gente procura suprir pelo Projeto Padrinho sem impor àquela pessoa que quer contribuir a responsabilidade de uma adoção”, explicou o juiz ao Diário Corumbaense.

Juiz afirma que acompanhamento afetivo melhora a autoestima e qualidade de vida de crianças abrigadas

Para o magistrado Maurício Cleber, um dos motivos para a falta de envolvimento da população com essas crianças é o medo de construir vínculos com elas. “Algumas pessoas acham triste ir ao abrigo, mas eu tenho uma visão bem diferente disso. Os acolhimentos são lugares onde você é muitíssimo bem recebido, como regra, porque as crianças têm uma demanda por um olhar participativo e por uma atenção que quando vou aos abrigos, eu me sinto efetivamente acalentado, abraçado por essas crianças. Acho que mais do que tempo, especialmente diante da tragédia que aconteceu com o avião da Chapecoense, nós sabemos que da vida não levamos nada dos bens materiais, e sim os bons momentos que vivemos”, destacou o juiz.

De acordo com ele, a troca de experiências entre os padrinhos e as crianças é muito benéfica para ambos os lados, mas, principalmente para esses menores de idade. “A troca que existe entre as crianças e as famílias que apadrinham é algo que é absolutamente gratificante”, afirmou o juiz. “Nós temos vários exemplos muito positivos desse tipo de contato. O que nos chama muito a atenção é o salto de qualidade em autoestima dessas crianças”, disse.

Como existem várias formas de apadrinhamento, o juiz exemplificou o caso de um rapaz de 15 anos que foi apadrinhado, de certa forma, pela maçonaria Farol do Norte, de Ladário. Ele ingressou na Ordem Demolay, passou a ter uma motivação a mais para estudar e conseguiu entrar no Instituto Federal de Tecnologia do Mato Grosso do Sul (IFMS). “Há padrinhos, por exemplo, como o pessoal da Marinha que apadrinha por um ano e vai embora, no outro ano a gente procurar encaixar outro padrinho. Mas tem casos em que o padrinho acaba se tornando pai adotivo. O que chamo a atenção das pessoas é essa relação de carinho e amor que existe que é impagável”, disse o juiz.

Os apadrinhamentos podem ser “Afetivo” (mediante visitação e contato com a criança), Financeiro (comprometimento de custeio de alguma atividade) ou Empresa/Prestador de Serviço (mediante oferta de serviço).  Para participar, basta entrar em contato com o Núcleo Psicossocial do Fórum (3907-5740) ou diretamente junto às casas de Acolhimento Adiles de Figueiredo (Corumbá) e Amparo da Juventude (Ladário), mediante agendamento.

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Juiz e servidores da comarca de Sidrolândia recebem homenagem

A Câmara Municipal de Sidrolândia realizou nesta quinta-feira (15), às 9 horas, sessão solene e entregou títulos de cidadania a cinco personalidades, além moções aos servidores do Fórum de Sidrolândia pelo 1º Encontro Estadual de Adoção, realizado em abril.
Durante a sessão solene foram entregues moções de reconhecimento a oito servidores do Poder Judiciário que organizaram e foram decisivos na realização do Encontro Estadual de Adoção, realizado nos dias 29 e 30 abril, na comarca.
Nesta manhã foram homenageados o juiz Fernando Moreira Freitas e os servidores que ainda não haviam recebido a honraria concedida pela Câmara Municipal a todos aqueles que estiveram engajados no evento, uma vez que a Casa de Leis já havia realizado sessão semelhante anteriormente, agraciando parte dos servidores, completando a homenagem neste dia.
Saiba mais
A Vara da Infância e Juventude de Sidrolândia, em parceria com grupos de apoio à adoção, realizou nos dias 29 e 30 de abril, no plenário da Câmara Municipal de Sidrolândia, o 1º Encontro Estadual de Adoção de Mato Grosso do Sul.
O encontro foi composto por mesas redondas, painéis, oficinas e palestras. Durante o evento também foi realizada a premiação dos melhores trabalhos escolares sobre o tema da adoção, com o objetivo de envolver a sociedade sidrolandense no debate do assunto em sala de aula com a participação ativa dos professores na motivação de seus alunos.
As diretrizes do evento foram definidas pelo juiz Fernando Moreira, com servidores da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJMS para dar suporte e consultoria, o Grupo de Apoio à Adoção Manjedoura (GAAM) de Coxim; Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Vida (GEAAV) de Campo Grande; Grupo de Apoio à Adoção Acolher (GAAD) de Dourados, Grupo de apoio à Adoção Ato de Amor (GRAATA) de Três Lagoas, e Associação Familiar de Apoio ao Grupo de Adoção (AFAGAS) de Sidrolândia.
O evento teve o apoio do Tribunal de Justiça de MS, da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), da Escola Judicial de MS (EJUD), do Instituto de Perícias Científicas, da Prefeitura e da Câmara Municipal de Sidrolândia, do Instituto Educacional Arancuã e da barbearia Bom Pastor.

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