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porFernando Moreira

Desfile de Crianças e Adolescentes: Busca ativa e direito à felicidade

Um desfile ocorrido nos últimos dias na cidade de Cuiabá-MT tem gerado repercussão nacional. Nesse evento, as crianças acolhidas em instituições de Cuiabá participaram de um desfile de moda em um shopping da capital. O que há de polêmico nisso? O fato de as crianças e adolescentes estarem disponíveis para adoção.

As reações foram imediatas. Dizem que estão entregando crianças, tal como um desfile de escravos ou uma venda de gado em leilão. As crianças e os adolescentes viraram objetos, coisas. Mostrar o rosto de crianças é um absurdo, uma mácula que jamais será esquecida e tantos outros disparates.

Não compreendem, contudo, que se trata de uma forma criativa de mostrar à sociedade que há crianças como as nossas dentro dos acolhimentos brasileiros. São crianças que sorriem, que brincam, que se emocionam e que também desfilam. Se fosse um desfile dos nossos filhos, ninguém diria nada, pois as crianças e os adultos se divertiram. Mas, no caso de Cuiabá, foi um desfile das crianças silenciosas, das crianças enjeitadas, das crianças invisíveis que sequer imaginamos que existam.

As crianças invisíveis não podem ser vistas, não podem ser visitadas em abrigos, não podem conviver socialmente, pois merecem ficar escondidas até que um dia, se chegar esse dia, possam ter uma família e se apresentarem socialmente. Somente assim poderão ter visibilidade social.

Cabe lembrar que a criança que se encontra em abrigo não praticou atos infracionais para que o seu nome e o seu rosto fiquem escondidos. Ela não é infratora (leia-se criminosa). É uma pessoa humana que possui o direito à felicidade, o direito de viver em sociedade, o direito de ser vista, o direito de encontrar uma família, o direito de contar a sua história e o direito de realizar sonhos.

O evento de Cuiabá não se trata de um caso isolado. Por todos os rincões brasileiros são realizados desfiles, piqueniques, exposições de fotos, apresentações de crianças por times de futebol etc. São inúmeras formas criativas de mostrarmos à sociedade que hoje vivem em abrigos mais de 5.000 crianças e adolescentes aptos à adoção e mais outras 40.000 crianças esperando alguma providência por parte do Poder Judiciário.

Por falar em Poder Judiciário, não se pode esquecer que esses eventos são realizados com o aval das varas da infância e da juventude, sendo fiscalizados pelo Judiciário e pelo Ministério Público. Um pretendente à adoção somente levará uma criança para casa após uma longa etapa processual, consistente em seleção do perfil, realização de cursos e acompanhamento psicossocial, objetivando sempre garantir o superior interesse da criança e do adolescente.

Parabenizo os idealizadores do desfile de Cuiabá pela iniciativa. Parabenizo pela garantia de voz e de visibilidade às nossas crianças invisíveis. Lembrem-se de que todas as vezes que inovamos, que saímos de nossa zona de conforto para buscarmos a transformação social, corremos o risco de levarmos pedradas daqueles que já nos chamaram de Santa Geni.

Fernando Moreira Freitas da Silva. Doutorando em Direito pela USP. Mestre em Direito pela UEL. Professor de ECA da Escola da Magistratura de MS. Juiz de Direito de MS. Vice-presidente da Comissão de Adoção do IBDFAM.

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porDenise Caramori

Criança aprende brincando

O desenvolvimento social de uma criança é um fator que contribui para a sua inteligência emocional e cognitiva.

Interações positivas com outras crianças são uma forma prática de incentivá-las a praticar estratégias verbais e não-verbais de comunicação.

Jogos e atividades que instigam conhecer pessoas promovem o desenvolvimento de habilidades que as crianças precisam para comunicar eficazmente suas dúvidas e idéias, bem como para interpretar e compreender as idéias dos outros.

Brincar é muito mais do que um momento de descontração, é onde a criança se desenvolve, aprende, se arrisca, explora e descobre o mundo a sua volta e a si mesmo também. Ou seja, brincar é fundamental para a vida e para o desenvolvimento dos pequenos, e existe coisa melhor do que aprender brincando?

Alunos da pré escola e jardim de infância podem ter problemas para brincar e interagir com outros colegas, então se faz necessário que os pais e professoras incentivem interações casuais com jogos e brincadeiras.

Na fase de estágio pré-operatório (dos 2 aos 6/7 anos), é a fase em que as crianças reproduzem imagens mentais. Elas usam um pensamento intuitivo que se expressa numa linguagem comunicativa mais egocêntrica, porque, o pensamento delas está centrado nelas mesmas, por isso a importância de estimular a interação.

Criança aprende brincando à expressar sentimentos e emoções; imaginar, fantasiar e criar; desenvolver a atenção e concentração; organizar os pensamentos; aquisição da linguagem; tomar decisões; compreender regras; conhecer seus limites e habilidades.

Brincando aprende também sobre superação e sobre a importância de enfrentar obstáculos, respeitando os outros e a si mesmo, cooperando e compartilhando idéias e sentimentos.

Não podemos esquecer porém, o respeito ao brincar solitário da criança, é normal a criança brincar só e o adulto não deve interferir a não ser que seja convidado, primeiramente a criança brinca com o próprio corpo, depois com os objetos do mundo externo e só mais tarde inclui o outro através de jogos de regras, tudo isso de maneira alegre e saudável.

“A brincadeira é o trabalho da criança” Maria Montessori

Denise Caramori – Psicopedagoga e Terapeuta Familiar

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porDiogenes Duarte

Adoção é a única opção

Somos filhos gerados e adotados, mas se só o primeiro acontece não nos humanizamos…

Adoção é a única opção para nos tornamos pessoas de verdade. Etimologicamente, o termo adoção deriva da palavra latina adoptione, que significa considerar, olhar para, escolher. Somente quando somos tomados em consideração, somos escolhidos e olhados, amados e cuidados, investidos de atenção, afeto e desejo que vamos nos constituindo humanos, vamos nos tornando quem somos.

Para a constituição de um eu amadurecido a criança depende de um ambiente facilitador que satisfaça as suas necessidades através do bom desempenho dos papéis parentais envolvidos.

Assim, a parentalidade configura-se no exercício do cuidado habitual com as crianças pelos cuidadores, podendo estes ser mãe, pai, avós e etc. Embora a sociedade leve em consideração o vínculo biológico com a criança para que a parentalidade exista, é possível colocá-la em prática sem o exercício da consanguinidade, tornando esta ideia um impedimento para que se possa pensar em família de outras formas.

A paternidade e a maternidade fundadas nos laços de afeto, que emanam da dedicação de uma pessoa para com a outra através do amor e do cumprimento dos deveres de pai e mãe voluntariamente, são expressões autênticas de uma parentalidade adotiva.

Adotar é um ato de coragem. Adotar quem amamos e também quem não conhecemos. Escolher cuidar e responsabilizar pela presença do outro em nossa vida, assumindo o papel que nos couber (mãe, pai, tios, avós) é expressar em atos concretos a fertilidade afetiva potente em cada um de nós.

(Anyellem P. Rosa Coordenadora do Setor de Psicologia da Pontes de Amor)

Fonte:http://www.pontesdeamor.org.br/newsletter

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porDiogenes Duarte

O que acontece com as crianças que não foram adotadas?

Abandonados pela família e esquecidos pelo estado. Os órfãos chegam aos abrigos com diferentes idades, mas o prazo de saída é único. Chegar aos 18 anos é a sentença irrecorrível ao novo abandono para aqueles que não foram adotados. Mesmo contra a essência das políticas de proteção do poder público, os jovens são deixados por sua própria conta e risco. Uma interrupção brusca de seus relacionamentos dentro dos lares e principalmente na sua formação profissional. Sem alternativas, os jovens voltam ao ponto de extrema vulnerabilidade social.

Aliás, planejamento é palavra de ordem quando o assunto é proteção da criança e do adolescente. O promotor de justiça, Murillo Digiácomo, 43 anos, defende uma ação conjunta de vários órgãos públicos. “O poder público não deve e nem pode, legalmente falando, abandonar esses jovens. É desumano arquivar um ser humano, apenas por que ele é maior de idade. O estado tem a obrigação de ajudar esse adolescente até ele adquirir autonomia. Infelizmente, muitos departamentos não tem conhecimento dessa especificidade da lei”, afirmou o promotor.

A preocupação em liberar o filho para o mundo também tira o sono dos educadores dos lares. A discussão sobre a idade ideal volta à tona juntamente com o fator dependência afetiva que os órfãos desenvolvem ao longo do crescimento.

A assessoria da 2ª Vara da Infância e Juventude declarou que o acompanhamento das crianças é feito até os 18 anos. Após atingir a maioridade, o jovem já não é mais considerado responsabilidade desse setor e fica a critério dos lares darem abrigo para eles ou não.

A discussão vai além das obrigações das instituições específicas. O promotor ressalta a importância do poder público assumir para si a responsabilidade por esses jovens adultos, com um plano eficaz para terminar a formação desse cidadão. Todavia, é questionável até qual idade esse acompanhamento deveria ser feito. “Não sei, cada pessoa tem seu tempo. Nós temos inúmeros exemplos de pessoas que ficam até os 30 anos na casa dos pais. Não queremos que o jovem fique ‘encostado’ no estado, mas defendo que cada um amadurece em idades diferentes”, falou o promotor Digiácomo.

Os Centros de Apoio a Criança e ao Adolescente, as instituições que abrigam os jovens e seus educadores lutam para desmistificar a ideia de que se está fazendo um favor aos adolescentes os criando. Eles querem mostrar para o estado que os órfãos são seus filhos também.

Escrito por Mariana Ceccon
Fonte Jornal Centro Cívico

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porDiogenes Duarte

Adoção Internacional por Residentes no Brasil

Procedimentos da Adoção internacional por residentes no Brasil:
a) Conforme estabelecido pelo Conselho das Autoridades Centrais Brasileira, em sua 16ª Reunião realizada em 18 de dezembro de 2013, os pretendentes a adoção internacional residentes no Brasil devem se habilitar na comarca de sua residência, seguindo as regras de cada Tribunal de Justiça;
b) Após receberem a habilitação, os pretendentes devem requerer ao Juízo da comarca de sua residência que cópia do seu processo seja encaminhada à Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional), indicando o país de onde se pretende adotar a criança;
c) Não havendo organismo brasileiro credenciado para atuar em matéria de adoção internacional do país de origem de onde se pretende adotar a criança, a Autoridade Central Administrativa Federal enviará o pedido para a autoridade central do país estrangeiro, requerendo orientações adicionais quanto aos procedimentos a serem seguidos, bem como quanto à legislação específica daquele país.
d) Os procedimentos a serem seguidos pelas diversas unidades envolvidas no processo é o do Fluxo de Habilitação de Pretendentes Residentes no Brasil para Adoção Internacional, aprovado pelo Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras, que podem ser obtido aqui na versão em texto e aqui na versão de fluxograma.
IMPORTANTE Os documentos apresentados em português deverão estar traduzidos por tradutor público juramentado para o idioma do país de origem da criança que se pretende adotar.
Para que cenas como essas não ocorram mais. Dentro ou fora de nosso país!

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porDiogenes Duarte

A LAMA E AS FLORES

img-20161020-wa0007Na última crônica escrevi sobre a Stéfani. Ela tem 14 anos e mora na Casa Lar Pe. Oscar Bertholdo. Ela quer o melhor presente do mundo, uma família que a ame e a aceite do jeitinho que ela é.

Sou juiz e tenho acesso ao Cadastro Nacional de Adoção – CNA. A Stéfani consta no CNA. Ao lado do nome aparece (11). Cliquei no (11) e abriu uma tela com 11 nomes. São os habilitados que têm interesse em adotar uma menina de 14 anos, sem irmãos, sem problemas de saúde, comportada e educada.

Apenas 11. Os primeiros 10 são brasileiros. Todos têm registros de ocorrências junto ao seu cadastro: já adotaram ou foram cadastrados de forma equivocada. Nenhum deles tem efetivo interesse. O 11º é um casal italiano – tem ocorrência: aceita irmãos, mas menores de 14 anos.

Acreditem! Em todo o Brasil, não há nenhum habilitado que queira adotar uma menina de 14 anos.

Levei, de imediato, o assunto ao conhecimento dos meus filhos Júlia (15) e Murilo (13) e expliquei o caso. Pedi, humildemente, que aceitem os pais que eles têm. Do contrário, ninguém os quererá adotar. A Mariana (2), minha terceira filha, teria melhor sorte.img-20161020-wa0008

A Stéfani nasceu em 2002. Fiz um teste: alterei o ano para 2006. Ela teria 10 anos. O número entre parênteses saltou para (90), haveria 90 interessados em adotá-la.

Novo teste: alterei o ano para 2012. Ela teria 04 anos (dez anos a menos). O número saltou para (4.412).

Alterei para 2016. Ela teria 09 meses. O número saltou para (14.586).

Os números falam por si sós. Causam uma dor de chuva caindo sem parar, uma dor sem pai e sem mãe. Talvez, depois da chuva, nasçam novas ervas e flores para a primavera e minhocas para os passarinhos.

Cheguei à conclusão que a Stéfani nasceu 14 anos antes do tempo.

Ainda assim, tenho certeza que, em meio a todos esses números, haverá um número ideal para ela. Alguém que a adote porque ela é uma filha tudo de bom. Porque estes números levam à ignorância e ao barro; mas a lama, bem trabalhada, é propícia às flores.

Texto Recebido pelo Whatsapp

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porDiogenes Duarte

O destino quis diferente – Adoção tardia.

Bem, me chamo Elias Netto, servidor público estadual, 32 anos, casado há 4 anos e meio com Lucas Ferraz, vendedor, 26 anos.

whatsapp-image-2016-10-17-at-21-29-39Sempre conversávamos sobre o desejo de nos estabilizarmos para enfim termos nossos filhos e foi em 2015 que decidimos já estabilizados procurar a Vara da Infância de Campo Grande/MS para mais informações! Então fizemos o curso de adoção que é uma das exigências, depois nos casamos no civil aí demos início real ao nosso sonho!whatsapp-image-2016-1-0-18-at-22-28-51

Nosso perfil? Uma criança de 1 ano e meio à no máximo 4 anos, independe de sexo ou cor.. mas o destino quis diferente, então decidimos apadrinhar 2 irmãos abrigados (Casa Lar) de Sidrolândia, até então “tudo de boa”, até porque eram bem diferentes do nosso perfil, Fábio e Felipe 10 anos e 7 anos!

whatsapp-image-2016-10-18-at-22-28-50Porém, com a convivência, todo nosso olhar, amor, foi crescendo e tudo muito recíproco e percebemos que eles eram nossos, eles eram nossa família, não tinha pra onde correr! Entramos com pedido de adoção!

E quando nos foi dada a guarda dos meninos, nos deparamos com outra dificuldade – conseguirmos a licença paternidade para os dois! Triste realidade, somente um de nós temos direito aos 6 meses. Triste saber que somente um tem o direito de 6 meses para adaptação, etc… mas enfim, tomara que isso um dia mude!

No mais, nossa família está “mega feliz”, todos dando e recebendo muito amor e vivendo intensamente essa troca!!! ❤❤❤whatsapp-image-2016-10-18-at-22-28-48

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porDiogenes Duarte

Alegria de reconhecimento como gravidez, diz casal homoafetivo.

Em decisão inédita no Brasil, Justiça autoriza que dois homens de Catanduva (SP) sejam considerados pais em certidão de nascimento.

“Foi como uma mulher abrir um exame e descobrir que está grávida.” É desta forma que o cabeleireiro Vasco Pedro da Gama Filho, de 35 anos, explica a felicidade de retirar na terça-feira (22) a certidão de nascimento da filha Theodora, de cinco anos, onde constam o nome de Vasco e do também cabeleireiro Júnior de Carvalho, de 42 anos, como pais.

Os dois, que moram em Catanduva, a 385 km de São Paulo, passaram a manhã desta quarta-feira recebendo jornalistas e enfrentando o assédio causado pelo ineditismo da decisão. É a primeira vez que a Justiça emite uma certidão de nascimento em que um casal homoafetivo masculino responde pela paternidade de uma criança adotada.

“A gente ficou muito feliz com a decisão. Acho que para o movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) é muito importante esta conquista”, disse o cabeleireiro ao G1. Ele acredita que isto abre precedentes para outros casais gays.

Gama Filho fez uma crítica, entretanto, ao fato de os homoafetivos conseguirem adotar crianças, mas não terem o casamento reconhecido. “O casamento, que viria antes dos filhos, ainda não foi aprovado, mas os filhos a gente já conseguiu”, afirmou.

Paixão à primeira vista

O caminho foi longo até o casal conseguir adotar Theodora. Os cabeleireiros têm uma união estável há 14 anos e em 1998 decidiram entrar com um pedido de adoção, negado por um juiz da cidade. Em 2004, eles decidiram insistir e fazer uma nova tentativa.

A menina surgiu na vida deles no mesmo ano, em uma visita a uma instituição de crianças carentes do município. “Eu me apaixonei por ela ali. Eu bati uma foto dela escondido e cheguei em casa falando pro Júnior que tinha uma ‘bugrinha’ que era a nossa cara”, conta.

Um ano se passou e o casal continuou procurando uma criança para adotar até em outras cidades. No final de 2005, uma juíza de Catanduva decidiu dar algumas crianças para famílias substitutas e Theodora foi escolhida para morar na casa deles. “A gente estava torcendo para ser ela”, diz Gama Filho.

A menina só havia sido registrada, entretanto, no nome de Gama, que enfrentou o processo de adoção como uma pessoa solteira. O casal decidiu então entrar com um pedido de reconhecimento de paternidade de Carvalho. A decisão saiu no dia 30 de outubro e a nova certidão de nascimento nesta terça-feira (22).

O cabeleireiro diz que a filha tem orgulho de ter dois pais. “Ela está sendo criada neste meio. A professora disse que ela tem orgulho e até esnoba os coleguinhas”, conta. Para não causar confusão, Theodora chama Gama Filho de “pai” e Carvalho de “pai Ju”.

No Dia dos Pais, a menina fez dois presentes, para que nenhum deles ficasse chateado. Já no Dia das Mães, a presenteada foi a madrinha – uma tia de Carvalho.

Fonte: GAASP

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porDiogenes Duarte

Cadastro Nacional Adoção

O Cadastro Nacional de Adoção é uma ferramenta criada para auxiliar os juízes das varas da infância e da juventude na condução dos procedimentos de adoção. Lançado em 29 de abril de 2008, o CNA tem por objetivo agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas. O Cadastro irá possibilitar ainda a implantação de políticas públicas na área.

Perguntas mais frequentes

1. O cadastro nacional de adoção já está disponível? Que providências deve o pretendente adotar para ser inserido no sistema?
O Cadastro Nacional de Adoção já está disponível no link: https://www.cnj.jus.br/corporativo/

O pretendente a adoção deve primeiro habilitar-se na vara da infância e da juventude de sua Comarca ou, inexistindo nela vara especializada, na Vara competente para o processo de adoção. Após o trâmite do processo e prolatada a sentença de habilitação, o próprio Juiz que habilitou o pretendente realizará o seu cadastro no Sistema. Assim, todos os juízes competentes para a adoção terão acesso às informações deste cadastro, bem como de todos os demais cadastros de pretendentes habilitados no país e de todas as crianças aptas a serem adotadas. Caso o pretendente já esteja habilitado a adotar, deve ele preencher a ficha de atualização cadastral e entregá-la na vara em que se habilitou. Sobre os passos para iniciar o processo de adoção, você pode se informar na vara com competência para a Infância e Juventude do seu local de domicílio.

2. Que critério utiliza o cadastro nacional de adoção para a fixação da posição na “fila” da adoção?
O Estatuto da Criança e do Adolescente não estabelece os denominados critérios de prioridade para a convocação de pretendentes e sabemos que são aplicados, nas diferentes unidades da federação, critérios distintos. Em alguns Estados e Comarcas, os habilitados são indicados exclusivamente de acordo com a ordem cronológica de habilitação. Em outros, há apreciação de dados acerca dos pretendentes, como, p. ex. se são estéreis, se possuem outros filhos, etc. Diante da missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, não cabe ao CNJ estabelecer tais critérios. Apenas por uma questão de melhor apresentação das listas de pretendentes, buscados pelo perfil da criança/adolescente, os resultados apresentados pelo CNA (Cadastro Nacional de Adoção) são exibidos da seguinte forma:

  1. pretendentes do Foro Regional (nos casos de mais de uma vara na mesma Comarca), por ordem cronológica de habilitação;
  2. pretendentes da Comarca, por ordem cronológica de habilitação;
  3. pretendentes da Unidade da Federação, por ordem cronológica de habilitação;
  4. pretendentes da Região Geográfica, por ordem cronológica de habilitação;
  5. pretendentes das demais Regiões Geográficas, por ordem cronológica de habilitação. O Estatuto da Criança e do Adolescente não estabelece critérios de prioridade para a convocação de pretendentes. Assim, cada juiz, nas diferentes unidades da federação, utiliza critérios próprios como, por exemplo, a ordem cronológica de habilitação; outros usam como critério os dados dos pretendentes: se são estéreis, se possuem outros filhos, etc. Ademais, diante da missão constitucional do Conselho Nacional de Justiça, não lhe cabe estabelecer nenhum critério.

Porém, para obter uma melhor apresentação das listas de pretendentes buscados pelo perfil da criança/adolescente, os resultados apresentados pelo CNA são exibidos da seguinte forma:

  1. pretendentes do foro regional (nos casos de mais de uma vara na mesma comarca), por ordem cronológica de habilitação;
  2. pretendentes da comarca, por ordem cronológica de habilitação;
  3. pretendentes da unidade da Federação, por ordem cronológica de habilitação;
  4. pretendentes da região geográfica, por ordem cronológica de habilitação;
  5. pretendentes das demais regiões geográficas, por ordem cronológica de habilitação.

Importante ressaltar que haverá respeito a todas as habilitações realizadas anteriormente à implantação do CNA.

3. Qual o prazo final para o cadastramento das crianças/adolescentes e dos pretendentes?
É de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data da publicação da Resolução n. 54 – 8/5/2008 – o prazo para que os juízes com competência para a Infância e a Juventude insiram os dados no CNA.

4. Como proceder nos casos de habilitações muito antigas, visto que o pretendente pode não mais ter interesse em adotar ou já ter adotado?
O sistema não restringirá o cadastramento de pretendente cuja data da sentença de habilitação for superior a cinco anos, desde que ele tenha sido reavaliado dentro desses cinco anos.

5. Como deve proceder o juiz da comarca onde reside o pretendente quando, ao iniciar o cadastramento, descobre que ele já está cadastrado em outra comarca e que os dados do primeiro cadastro estão desatualizados?
O juiz deverá inserir o processo de sua vara como adicional e contatar o juiz que primeiro cadastrou o pretendente para informá-lo de que os dados estão desatualizados. O e-mail será encontrado no próprio CNA.

6. Como proceder ao receber carta precatória de outra comarca, mesmo após a publicação da resolução que cria o cadastro nacional?
O juiz deve devolver a carta precatória, visto que o CNA não aceita, a partir da publicação da Resolução n. 54 do CNJ, a habilitação de pretendente em comarca que não a do seu domicílio.

7. Como serão realizados os cadastros de crianças e pretendentes nas varas não informatizadas?
As corregedorias são encarregadas de inserir informações no CNA, em nome dos juízes cujas varas não forem informatizadas. Ao entrar no Sistema, o juiz da corregedoria escolherá, na listagem de magistrados que lhe será exibida, aquele que enviou o cadastro preenchido manualmente.

8. Os pretendentes e crianças/adolescentes, cujo processo de adoção já está em andamento, precisam ser cadastrados no cna?
Nesse caso, os pretendentes e as crianças/adolescentes não precisam ser cadastrados, visto que o intuito do CNA é possibilitar o encontro que, no caso, já está garantido.

Procurem informações nas Comarcas onde se habilitaram.
Importante ressaltar que haverá respeito a todas as habilitações feitas anteriormente à implantação do cadastro. Qualquer dúvida, favor entrar em contato pelo email: cna@cnj.gov.br Comitê Gestor do CNA

Informações retirada do site Conselho Nacional de Justiça.

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porDiogenes Duarte

3 Principais passos para o sucesso na adoção – por Heloisa Sampaio

A adoção é um processo tão lindo, onde a doação dos pais aos filhos e dos filhos aos pais é essencial para o desenvolvimento de vínculo. Diferente da gestação biológica, onde o corpo da mãe já está banhado de Oxitocina – o hormônio do amor – que é um importante facilitador de formação vinculo mãe-bebê, a gestação do coração requer construção árdua e diária de vínculos que se dá na medida em que pais e filho vão se aproximando, se conhecendo, se descobrindo, e esse investimento transforma-se em um vinculo capaz de transformar a história de uma família – o amor. Com todas as particularidades envolvidas na formação de vínculo no processo de adoção, existem 3 condições imprescindíveis para seu sucesso.

Aceitação

downloadGerar um filho a partir do coração é sem dúvida um processo mágico, é um investimento de amor, carinho e dedicação por alguém que está por vir. O processo é muito angustiante, pela sua própria natureza e incertezas, mas principalmente pela burocracia que atravessa a espera do tão sonhado filho. Os pais vivenciam um emaranhado de emoções e sentimentos que controlam o “ninho emocional” que receberão seus filhos. Por sua vez, a criança ao chegar à nova família, virá carregando uma bagagem de vida, pequena e importante, que já são influentes em sua psique. A origem do filho do coração tem diferenças importantes entre a gestação do filho biológico, e não é pertinente a nossa saúde psíquica negar esse fato. Negar a história e a origem de um filho, é nega-lo enquanto sujeito. Somos todos fruto da nossa história, de uma pré-história e de todas nossas possibilidades de ser, e isso nada diminui o valor da família formada pelo coração. Como diz Schettini: “Diferente é a história, não o amor. Incomuns são as circunstâncias e não o afeto.”.

Naturalidade

heart_mom-300x300A adoção é uma parte marcante e decisiva na vida de uma família formada através da adoção. É um marco que faz um sujeito filho e outro pai, mãe, avôs, tios, primos (…) e isso repercute e direciona toda a história da família. Aceitá-la como um momento decisivo na vida do sujeito é o primeiro importantíssimo passo para poder lidar com naturalidade, que: “Sim, meu filho/neto/sobrinho João foi adotado”, e graças a isso, hoje ele é parte de nossa família e nós somos a família dele. Os pais estarem confiantes de que seu afeto e amor poderá auxiliar seu filho em sua adaptação e em todas as dificuldades, medos e curiosidades que está por vir, lhe dará segurança e a o sentimento de pertencimento, independente de suas origens. Esse respeito é o alimento que fortalecerá o vínculo familiar.

Respeito a História

images-2“Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que somos feitos de histórias”. (Eduardo Galeano). Todo sujeito é constituído por história, e ela inicia antes mesmo de seu nascimento. Quando uma família sonha com um filho e o planeja, a sua história já começa a ser escrita. Ele já tem nome, uma família. Ao chegar a seu lar, a criança irá continuar a escrever essa história, que certamente será influenciada pela pequena bagagem de escritos já existentes, como também pelo “ninho psíquico” construído pelos seus pais. As direções possíveis desse enredo serão inúmeras e desta forma, igualmente como um livro, o segundo capítulo, apesar de ser uma continuação do primeiro, é sempre um mistério. Novos personagens – a família – serão integrados a história da criança e terão papel fundamental no desenrolar desta aventura. Nesta história a família será o principal porto seguro do protagonista, que irá se aventurar pela vida com a certeza de que o amor é um afeto e não sangue. Este livro irá conter uma história jamais escrita, a formação de um sujeito novo diferente de qualquer um já existente – ele é único.

2729bf50c2ecd562feb680436e3a1ffb-bpfullHeloísa Sampaio
Psicóloga CRP 05/49813

hsampaio.psicologia@gmail.com

http://www.gravidezinvisivel.com/3-principais-passos-para-o-sucesso-na-adocao-por-heloisa-sampaio/

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