Categoria Histórias de Amor

ESCOLHIDOS, PAIS!

Reproduzo aqui o texto apresentado por Guilherme Feitosa, fotógrafo, que se claramente se sentiu tocado pela história desta família linda que faz parte de nosso grupo de adoção. Acredito que nenhuma palavra que eu vá escrever possa explicar melhor o sentimento do que as que foram escritas por Guilherme em seu site. Somente gostaríamos de agradecer a Mailise e Alysson por compartilhar conosco sua vida, conquistas e desafios do dia-a-dia e por ser tão engajados na causa da adoção. As fotos mostram isso. Fotos que foram tiradas por ocasião do aniversário de 15 anos de nossa querida Lívia. Segue o texto de Guilherme Feitosa:

“Recebi o convite pra esse ensaio da mãe Mailise, que conheci através de outro contrato para fotografar suas filhas no espetáculo de ballet.  A primeira intenção era fazer um ensaio de 15 anos para sua filha.

Mas a história desenrolou até descobrir que já conhecia a moça e que era mais uma de suas três filhas adotivas. Eu esperei o ensaio com tanto carinho, a ansiedade da mãe era quase a mesma da minha. 

Queria um lugar especial e tranquilo para mostrar paz, amor e fraternidade entre todos, infelizmente não conseguimos encontrar o local, mas foi aí que Deus nos colocou, em um espaço de 50 metros e suficiente para mostrar muito da alegria verdadeira.

Mailise, Alyson, Livia, Maria Emília, Vitória e Vó Maria. ♥” http://www.guilhermefeitosa.com.br/ensaios/familia-rocha/

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Caro filho negro…

Agradeço a Deus por ter te encontrado. Andei por aí, baldo de amor, cambaleando em caminhos áridos, pelos labirintos da minha ignorância. Antes de você, minha vida monocromática se desenrolava num enfado sem fim. Vida de papel vazio, branco, sem pincelada qualquer, indigno de rascunho. Coração de pedra, sôfrego de afago e de afagar.

Olho agora para nossas mãos dadas: mão de pai, mãozinha de filho, uma branca e uma preta, entrelaçadas, fundidas em aperto de carinho, e você me pergunta candidamente, “pai, você viu a diferença entre as nossas mãos?”, eu digo bisonhamente “vi não, filhote! Qual é?”. Sua respostinha acachapante me enche os olhos de água benta: “a sua é grande, a minha é pequena”.

Ah, Lágrima santa que me desce o rosto, testemunha de um mundo generoso no qual se pode amar o desigual, àquele que não deriva do animal que involuntariamente habito: filho por escolha afetiva, filho por procura, filho por encontro, filho-filho mesmo. Dos amores fortuitos da rua, sabemos que só existem estes, os amores fortuitos da rua, que nunca obedecem a uma lógica racional predeterminada. Amores programados, planejados, milimetricamente articulados, esses, coitados, não há.

Se existisse uma máquina para criar pessoas perfeitas teríamos a suprema tentação de colocarmos ali, num só ser, todas àquelas virtudes dos heróis, para termos um amor ideal pelo ser imaginado. Tolice pura, filho amado, se esperar por esse Frankenstein da perfeição, ser desumanizado, impossibilidade concreta e abstrata. Alias, guri, posso te garantir que Ser Perfeito já existe: Ele nos apresentou um ao outro, acendeu nossos corações e nos acompanha pelo caminho. Ele é Amor.

Essa idealização não nos pertence: somos nós de carne, osso e alma, de tentativa-erro-e-acerto. A perfeição não está na gente, está no amor que a gente sente. Nós dois somos parte de uma mirabolante história que acabou bem, felizes-para-sempre, porque nós queremos que assim seja. A simplicidade desta nossa decisão é desconcertante: você me quer para pai, eu te quero para filho, e nós juntos queremos amar o mundo. Todo o resto é conversa para boi dormir.

Uma coisa me alegra. Nos encontramos numa época boa. Se fosse antes, bem antes mesmo, eu seria seu dono, português branco, e você, meu escravo africano. Assim era em função da burrice humana e da cor da nossa pele. Esquisito, não é? Mas hoje é diferente: você pode ser meu filho e eu posso ser seu pai. Por amor que sinto, a vingança do destino brincalhão me fez cair do posto de patrão, de dono, de vilão. Virei eu um servo deste sentimento, deste afeto caudaloso que me borbulha alma a fora. Branco bobo de amor, escravo voluntário de carinho vivido.

Bem, filhinho, já escrevi demais. O amor é para ser vivido em grama verde, de corrida e pega-pega, sob o céu de brilho azul. Vamos para lá, para o mundo real, de piquenique e cabra-cega, de dever de casa e banho quente. Mundo que, ao teu lado, faz sentido em meu viver.

Sávio Bittencourt

Pai adotivo e biológico, o Procurador de Justiça Sávio Bittencourt é um dos fundadores do Quintal da Casa de Ana – Grupo de Apoio à Adoção de Niterói, foi Presidente da ANGAAD (Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção) na gestão 2007-2009. É autor dos livros “A Nova Lei da Adoção – do abandono à garantia do direito à convivência familiar e comunitária”, “Revolução do Afeto” e “Guia do Pai Adotivo”, Nino e a Casa dos Meninos Invisíveis e articulista do jornal O Estado (CE).

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Isabel do vôlei sobre adoção: “Amor se constrói no dia a dia”

A ex-jogadora de vôlei Isabel Salgado já tinha quatro filhos biológicos quando, aos 13 anos, Alison chegou à sua casa. “A nossa história é uma história de amor feita no dia a dia”, diz ela. “A cada dia que passa, ele gosta mais de mim, eu gosto mais dele e isso é exatamente o que rolou com meus filhos biológicos.”

Isabel diz que sempre acreditou na adoção porque costumava imaginar que, se um dia, hipoteticamente alguém dissesse a ela que um de seus filhos havia sido trocado na maternidade, isso não faria a menor diferença. “Eu diria: sinto muito, mas esses são os filhos que criei”, diz ela. “Criar é o grande lance da maternidade.”

A seguir, assista ao emocionante depoimento de Isabel, conheça seu filho Alison #FilhoÉFilho

https://www.youtube.com/embed/WYg63Lvm5lQ

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Irmãos separados em abrigo, Erick é adotado 4 meses depois por padrinhos de João

Entre Erick e João, um ano e um mês de diferença. Irmãos separados em abrigos diferentes, um ano depois os meninos se reencontraram praticamente na mesma família. Os padrinhos de João, Wilson e Mayara, adotaram Erick quatro meses depois que o caçula virou filho de Giselle e Miro e juntos eles escrevem agora novos capítulos na vida dos dois.

João já tinha sido reportagem do Lado B, quando achou que nunca seria adotado, o menino descobriu os pais dentro da escola e Erick estava nos planos de Mayara e Wilson desde 2015.

“Na verdade essa história começa um pouquinho antes da gente saber que eles iam adotar”, introduz o editor de imagens Wilson Mariz de Santana, de 35 anos. À época, ele e a esposa começaram o curso para adoção do Tribunal de Justiça do Estado e lá conheceram os irmãos.

“Num certo dia, apresentaram o João e o Erick e já nos chamou muita atenção. Ficamos com os dois na cabeça”, lembra Wilson. Só que o casal não concluiu o curso e seguiu pensando na dupla que tinha deixado para trás.

Ano passado, num retiro da igreja, os casais que não eram tão próximos, descobriram pela adoção uma afinidade. “O Miro comentou que precisava partilhar conosco sobre o processo de adoção. Aí que ficamos sabendo que eles iam adotar uma criança”, conta Wilson. Ao perguntar o nome do filho, eles souberam na hora que se tratava do mesmo por quem tinham se apaixonado.

“E dali para frente a gente continuou uma aproximação com eles e começamos o nosso processo de adoção”, complementa o editor. Na mesma época, quando João veio para os pais, Wilson foi o fotógrafo do ensaio “você era a peça que faltava”. A proximidade só fez com que ali começasse a surgir uma nova família que seria coroada com a vinda de Erick.

Adotado desde agosto do ano passado, durante a catequese, João perguntou aos pais o que eram os padrinhos e se poderia chamar Wilson e Mayara. “Minha mãe pediu para mim escolher quem ia ser os meus padrinhos. Eu escolhi eles”, conta o menino João Vitor Cavalcanti de Quevedo, de 12 anos.

No mesmo dia, a família de João foi convidada para contar a sua história no curso de adoção que a Vara da Infância e Juventude realiza para pais interessados em adotar. Na plateia, estavam Wilson e Mayara e lá que o casal soube que Erick ainda estava esperando uma família e também recebeu o convite para serem padrinhos de João.

“A gente sempre teve a intenção de adotar, desde quando casamos e nós podemos ter filhos biológicos, mas sempre quisemos adotar”, explica a professora Mayara Pavão Ferreira Santana, de 26 anos. No ano que passou, eles decidiram que iriam se tornar pais e em setembro começaram a tentar engravidar e deram entrada no processo de adoção, o que viesse primeiro seria muito bem vindo.

“Foi quando descobrimos que o Erick ainda estava à espera. No vídeo, apareceu ele falando que queria ser juiz. Na hora viramos um para o outro… Agora ele vai ser nosso filho, estava só nos esperando”, recorda Wilson.

Dada a entrada na documentação, os futuros pais ainda não podiam manifestar o desejo em adotar Erick, por recomendação da Justiça, para que a criança não crie uma expectativa. E num piquenique organizado pela Vara da Infância, João encontrou o irmão e não conseguiu segurar a novidade.
“Aí o João falou: Erick eu acho que Deus vai mandar esses pais olha, para você”, repete a mãe de João, Giselle Cavalcanti Barros de Quevedo, de 41 anos.

A emoção toma conta dos quatro que hoje formam uma bela família. As lembranças fazem com que a cena se repita nos mínimos detalhes. “No coração a gente estava sem saber o que tinha acontecido com o Erick, nem a Giselle e o Miro sabiam onde ele estava. Quando fomos fazer o curso pela segunda vez é que tudo foi casando: a adoção do João, o Erick não ter uma família”, explica Wilson.

Foram dois meses até sair toda papelada, quando se trata de uma adoção tardia, com crianças mais velhas, o processo pode andar muito mais rápido. Desde setembro de 2013, a Justiça tinha determinado que Erick e João ficariam em abrigos. João foi adotado dia 10 de agosto de 2016 e Erick, 13 de dezembro.

“Quando o Erick surgiu no vídeo foi só para confirmar que ele estava nos esperando, que já era o nosso filho”, se emociona Wilson. O Natal já foi todo mundo junto. “A gente passou a ser uma família, trocamos anseios, experiências. A Mayara está sendo uma irmã mesmo”, afirma Giselle.

Entre os meninos, não tem dificuldade em explicar: os dois continuam irmãos e os pais de um, são a segunda família do outro, já que depois das adoções, Giselle e Miro serão os padrinhos de Erick.

“A gente está bem, nos falamos pelo Whats todo dia. Irmãos nunca se separam, a gente vai ser irmão para o resto da vida”, diz Erick Antony Ferreira de Santana, de 13 anos. O menino faz aniversário em abril e pelo “avançado” da idade, também não esperava que ainda fosse ganhar uma família.

“Eu não imaginava isso, eu achava que nunca seria adotado e nunca poderia ficar perto do meu irmão. Até comecei a pensar que não queria mai ser. Por que? Eu ficava com medo de ser devolvivo, já vi outras pessoas adotando e devolvendo crianças”, justifica.

Para João, a felicidade transborda do sorriso para os olhos. Ele é só alegria. “É tão emocionante assim ter padrinho e meu irmão perto de mim. Isso me traz uma alegria tão forte, no fundo do meu coração, que eu todo dia penso neles”, comemora.

Veja as fotos e a matéria original em: http://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/irmaos-separados-em-abrigo-erick-e-adotado-4-meses-depois-por-padrinhos-de-joao

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Casal pernambucano adota três adolescentes e dá bom exemplo de adoção

Por Margarida Azevedo

A professora pernambucana Cláudia Vieira, 48 anos, e seu marido, o funcionário público Julles Ramon Tavares, 46, multiplicaram o amor. Ganharam três filhas, todas já adolescentes. Em 2014 chegou Anne Maria, 15 anos. No ano seguinte, veio Polyana Maria, 16. Em 2016 surgiu Vanessa Maria, 14. As três jovens foram adotadas pelo casal, que já tinha duas filhas biológicas, Bárbara, 23, e Ana Gabriela, 18. Em tão pouco tempo, a família cresceu e prova que não há limite de idade para adoção. Cláudia e Julles retratam um novo perfil de casais que realizam o sonho da paternidade adotando crianças maiores de 7 anos, para alegria dos que esperam ansiosamente a chance de sair dos abrigos e crescer em um lar.

“Sempre desejamos uma família grande. Eu dizia que queria 10 filhos. Nasceu Bárbara, depois Ana Gabriela. Como a segunda filha teve problemas alérgicos adiamos a vontade de ter mais crianças para cuidar dela. Quando percebemos o tempo tinha passado e havíamos ficado apenas com as duas”, conta Cláudia. Ao participarem de uma festa de Natal em um abrigo, em 2013, reavivaram o desejo de quando eram ainda namorados.

“Conversamos com nossas filhas e decidimos que adotar mais duas meninas. Nos inscrevemos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e colocamos que queríamos garotas com até 8 anos. Mas ao participarmos de um curso de pretendentes a adoção percebemos quantas crianças maiores deixam de ser adotadas. A maioria das famílias quer um bebê, branco, de olhos claros. Mas os abrigos estão cheios de crianças reais, sem esse perfil. Mudamos e definimos apenas que seria menina com até 14 anos”, relembra.

A informação foi colocada de manhã no CNA. À tarde havia dezenas de telefonemas no celular de Cláudia, vindos de abrigos de vários lugares do Brasil. Um deles uma instituição de acolhimento de São Paulo, para contar a história de Anne. Mais velha de um grupo de seis irmãos, a adolescente estava há três anos no abrigo. Começava uma depressão porque os irmãos tinham sido adotados e ela não. “Nos chamou a atenção a vida de Anne, que sempre foi muito guerreira”, diz Cláudia.

Em uma semana, o casal que nunca havia ido a São Paulo estava com passagens compradas. Coração aos pulos, cumpriu os trâmites jurídicos até conhecer a futura filha. Depois da certeza de que Anne voltaria com eles para o Recife, presentearam-na com um par de brincos. “Há o costume de colocar brincos na filha que acaba de nascer. Ali Anne nasceu para nós. Por isso, os brincos em formato de coração”, relembra Cláudia. A adolescente foi recebida pelas novas irmãs com uma festa.

Embora tenha sido a segunda a ser adotada, Polyana, órfã havia dois anos, já tinha conhecido Cláudia e Julles antes de eles se inscreverem no CNA. Desde o primeiro dia que os viu no abrigo, a moça conta que sentiu o coração bater forte e sabia que ali estavam seus futuros pais. Por mais de um ano não se viram. Até que se reencontraram, a pedido dela. “Polyana nunca nos esqueceu. Demos entrada no pedido de adoção e ela se tornou nossa quarta filha”, explica Julles.

Quando encerravam o processo, assistiram a um vídeo do programa Adote um Pequeno Torcedor, do Sport Clube do Recife. Nele, várias crianças com mais de 7 anos pediam para ser adotadas. Uma delas era Vanessa, que havia sido irmã de Polyana em uma das casas de acolhimento. Como Anne, ela viu seus três irmãos mais novos serem adotados e ela não. “Mais uma vez decidimos que era hora da família crescer. Vanessa é a nossa quinta filha”, conta Cláudia.

FUTURO
E quem pensa que eles pretendem parar está enganado. O casal assegura que chegará aos 10 filhos. “Tudo o que crianças e adolescentes querem é amor. Quando abrimos nossos corações tudo fica mais fácil. O amor transforma, eles nos ensinam e aprendem conosco. É um enriquecimento dos dois lados”, reforça Cláudia, garantindo que agora vão partir para adoção de irmãos. “Quando eu era solteiro ouvi uma frase dizendo que a cada filho que chega Deus abre uma porta. Não temos medo. Deus vai abençoando e tudo dá certo”, complementa Julles.

Fonte: JCONLINE

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Se eu me esquecer…

Se um dia eu me esquecer da alegria, eu olharei para as luzes que piscam, enfeitando as árvores, brilhando como pequenas estrelas nas entradas das casas, das lojas, das ruas e emprestando gentilmente sua dança colorida para iluminar a cidade.. e me lembrarei que é Natal…

 

Se um dia eu me esquecer da esperança, então verei o sorriso das crianças que se encantam em frente às vitrines, sonhando com um brinquedo e saltitando de felicidade ao ganhar seu presente tão esperado… e me lembrarei que é Natal.

 

 

Se um dia eu me esquecer da amizade, poderei olhar nos lares, nas praças, nas ruas, e verei as pessoas caminhando sem pressa ao lado de amigos, se preparando para as confraternizações, por terem finalizado o ano, cumprindo seu trabalho, suas lutas … e me lembrarei que é Natal.

Se eu me esquecer da compaixão, sei que verei em todas as pessoas o nascer e o renascer da solidariedade, esquecendo-se de suas necessidades para estender a mão apara aqueles que esperam um brinquedo, um amigo, para os que já perderam a esperança… e me lembrarei que é Natal.

Se um dia eu me esquecer do amor… sentirei que ele está em cada sorriso da criança, em cada amigo, em cada pessoa que deixar de lado a arrogância, o orgulho, o preconceito, que deixar de pensar em si mesmo para ver o outro feliz e voltarei os olhos e a lembrança para alguém que um dia, deixou tudo que era seu, num reino celestial e desceu para trazer alegria, esperança, amizade, compaixão e amor, sem esperar nada em troca…

… e saberei: já chegou… É Natal!

Feliz Natal.

 

Por Angela Pigosso – Diretora do AFAGAS e Ganhadora do concurso Mensagem Natalina de 2016 do TJMS.

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Do erro ao acerto

Por: Iago F. Abreu

Eu já fui o seu maior erro

Um erro em pessoa

Nada foi planejado, mas tudo daqui para a frente estava perdido

Afinal, o que você faria comigo?

E num piscar de olhos tudo aconteceu

Seu erro nasceu

Um erro cheio de problemas

Um erro que precisava de cuidados

E talvez esse tenha sido um dos principais motivos

Para que tudo tenha se desandado

A partir dali eu já era um pequeno fruto de um erro

Um erro que ficou no passado

Um erro que de boca em boca foi informado

Acabando por chegar em uma grande pessoa

Que fez daquele erro a sua própria escolha

Nada foi planejado, mas tudo daqui para a frente estava a ser aguardado

Afinal, essa pessoa foi um gênio

Que fez que um erro alheio

Se transformasse em um filho por inteiro

E você, gostaria de compartilhar sua história conosco?
É bem simples! Basta enviar sua história para nosso WhatsApp (67) 99904-5152 (texto, vídeo ou áudio).
Contamos com sua ajuda 🙂

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A sonhada certidão de nascimento!

 Na semana passada recebemos a certidão de nascimento correta da nossa segunda filha.

Eu digo “correta” por que aquela anterior, que continha o nome da genitora no campo mãe, e na qual o sobrenome da nossa filha estava errado, para nós foi apenas um documento provisório que ela utilizou nos 13 anos que precisou esperar para encontrar seus pais verdadeiros, que somos nós.

Agora sim, tudo certo, nome novo, sobrenome igual ao da irmã, registrados os nomes da mãe, pai e avós verdadeiros em sua certidão de nascimento, podemos fazer o CPF, RG e todos os demais documentos da nossa menina, o nome da lista de chamada da escola será corrigido e nossa filha tem a garantia de todos os seus direitos.

Para os filhos que são adotados pelos seus genitores, ou seja, aquelas crianças que nascem de seus pais verdadeiros, tendo deles todo o amor e proteção que uma criança necessita, a importância da certidão de nascimento passa despercebida, já que eles nunca precisarão “concertá-la”, mas para nossos filhos que nasceram e muitas vezes cresceram longe de nós, que precisaram enfrentar muito sofrimento e longos processos judiciais para estar com suas famílias, a chegada da certidão de nascimento correta é um momento de muita alegria e emoção.

Fazem 11 meses que a nossa filha chegou definitivamente em nossa casa, de onde só sairá quando for adulta e capaz de viver e se cuidar sozinha. Durante esses 11 meses, percebíamos a tristeza e o constrangimento em seu olhar todas as vezes que era preciso utilizar sua certidão de nascimento antiga, que por sinal estava toda rasgada e estragada.

Quando íamos ao médico ou mesmo na chamada da escola em que seu nome era pronunciado com o sobrenome anterior, ela se entristecia e em nós aumentava a angústia em querer resolver tudo logo. Sabíamos que esse documento seria a oficialização de uma certeza que nós já tínhamos em nossos corações e também em nosso dia a dia… a Lívia Emanuelly é nossa filha e ponto, tanto quanto a Ana Vitória, que também precisou ter a sua certidão de nascimento “corrigida”.

Ela vai ficar brava com essa foto!

Ela vai ficar brava com essa foto!

Quando nossa filha viu sua certidão, seus olhos brilharam, ela pulava e gritava de alegria e queria dormir com a certidão em baixo do travesseiro para ter certeza que é real.

Nossa comarca tem uma equipe incrível e por isso nossos processos de adoção foram relativamente rápidos, somos muito gratos a toda a equipe pelo apoio.

Infelizmente em grande parte do nosso país, pais e filhos passam anos vivendo a angústia da espera pela conclusão dos seus processos, o que causa sofrimento principalmente para as crianças. Esperamos que com as mudanças que estão sendo estudadas para os processos de adoção, essa espera realmente seja menor e que as famílias que ainda aguardam possam sentir o quanto antes a alegria que estamos sentindo agora.

Mailise Rocha

NOTA DO EDITOR:  A equipe AFAGAS fica extramente feliz em poder participar de momentos como esses e de histórias como essas. Não existe nada mais gratificante dentro de nosso trabalho. Queremos dizer que aqui se encerra uma etapa e começa uma nova vida… uma nova história… um novo começo. Sejam felizes!

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O destino quis diferente – Adoção tardia.

Bem, me chamo Elias Netto, servidor público estadual, 32 anos, casado há 4 anos e meio com Lucas Ferraz, vendedor, 26 anos.

whatsapp-image-2016-10-17-at-21-29-39Sempre conversávamos sobre o desejo de nos estabilizarmos para enfim termos nossos filhos e foi em 2015 que decidimos já estabilizados procurar a Vara da Infância de Campo Grande/MS para mais informações! Então fizemos o curso de adoção que é uma das exigências, depois nos casamos no civil aí demos início real ao nosso sonho!whatsapp-image-2016-1-0-18-at-22-28-51

Nosso perfil? Uma criança de 1 ano e meio à no máximo 4 anos, independe de sexo ou cor.. mas o destino quis diferente, então decidimos apadrinhar 2 irmãos abrigados (Casa Lar) de Sidrolândia, até então “tudo de boa”, até porque eram bem diferentes do nosso perfil, Fábio e Felipe 10 anos e 7 anos!

whatsapp-image-2016-10-18-at-22-28-50Porém, com a convivência, todo nosso olhar, amor, foi crescendo e tudo muito recíproco e percebemos que eles eram nossos, eles eram nossa família, não tinha pra onde correr! Entramos com pedido de adoção!

E quando nos foi dada a guarda dos meninos, nos deparamos com outra dificuldade – conseguirmos a licença paternidade para os dois! Triste realidade, somente um de nós temos direito aos 6 meses. Triste saber que somente um tem o direito de 6 meses para adaptação, etc… mas enfim, tomara que isso um dia mude!

No mais, nossa família está “mega feliz”, todos dando e recebendo muito amor e vivendo intensamente essa troca!!! ❤❤❤whatsapp-image-2016-10-18-at-22-28-48

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Exemplo de superação – adotados quando ninguém mais os quis…

O novo fenômeno da internet atende pelo nome de Emmanuel Kelly. Um vídeo do jovem cantando e contando sua história no “X Factor”, programa de calouros da TV australiana, espalhou-se pela rede. Nele, o rapaz canta a música “Imagine”, de John Lennon.

Além de cantar bem, Emmanuel tem uma história de vida comovente. Sobrevivente da Guerra do Iraque, ele ficou órfão ainda bebê e, como não tinha registro de nascimento, não sabe quantos anos tem.

Antes de sua apresentação, o jovem contou aos jurados que foi levado com o irmão para um orfanato, após serem encontrados por uma freira dentro de uma caixa de sapatos.

Emmanuel e o irmão foram adotados pela australiana Moira Kelly, que custeou as cirurgias fundamentais para diminuir as limitações das deficiências físicas causadas pela guerra. A emoção do vídeo fala por si.

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